domingo, 26 de setembro de 2010

Santo Agostinho





AGOSTINHO nasceu em TAGASTE DE NUMÍDIA, província romana ao norte da África, em 13 de novembro de 354; era primogênito de pagão Patrício e da fervorosa cristã Mônica.
Desde criança era alegre, esperto, entusiasta do jogo, travesso, amante da amizade. Sente aversão pelos estudos devido a dificuldade que lhe traz a aprendizagem das letras.
Desagrada-lhe profundamente os métodos de ensino e a falta de sinceridade de seus mestres.
Diante dos adultos se revela um "um menino de grandes esperanças", com inteligência clara e coração inquieto.
Africano pela lei do solo, romano pela cultura e língua, e cristão por educação, AGOSTINHO, jovem, de temperamento impulsivo e veemente, se entrega com afinco ao estudo e aprende toda a ciência do seu tempo.
Chega a ser brilhante professor de retórica em Cartago, Roma e Milão

SEDENTO DE VERDADE E FELICIDADE
Em sua busca afanosa vive longos anos com o ânimo disperso e a vontade "seqüestrada", errante e peregrino, "enganado e enganador", vazio de Deus e acorrentado pelo pecado. Mas seu coração, sempre aberto à verdade, chega ao encontro da graça pelo caminho da interiorização, apoiado pelas orações de sua mãe, que na infância lhe havia marcado com o sinal da cruz.
CORAÇÃO SEMPRE JOVEM
Estava em Milão, no jardim de sua residência. Uma voz infantil cantarolando "TOMA E LÊ" o anima a ler as Escrituras. De repente, a sua inteligência é banhada por uma luz de segurança e satisfaz o seu grande e jovem coração. Foi o outono do ano 386. Abandona a docência. Retira-se a CASSICÍACO, recinto de paz e silêncio, e põe em prática o Evangelho. A partir daí partilha com os amigos uma profunda vida de serenidade, animada somente pela paixão à Verdade. Prepara-se, assim, para ser batizado na Primavera de 387 por Santo Ambrósio.
INSPIRADOR DA VIDA RELIGIOSA
A mãe morrera no Porto de Roma. De volta a Tagaste vende seus bens e elabora seu programa de vida comum: pobreza, oração e trabalho. Por seus dotes naturais e amparado pela graça divina, forma-se em torno dele um grupo de amigos que farão surgir, para a história, o Monacato Agostiano. No ano 391 foi proclamado pelo povo sacerdote. Cinco anos mais tarde os cristãos de Hipona o apresentaram para o Episcopado. Consagrado BISPO DE HIPONA - título de serviço e não de honra - converte a sua residência em casa de oração e tribunal de causas. Foi inspirador da vida religiosa, pastor de almas, administrador de justiça, defensor da Fé e da verdade. Prega e escreve de forma infatigável e condensa o pensamento do seu povo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário