terça-feira, 15 de março de 2011

Sermão de Sto. Antônio de Pádua para o I Domingo da Quaresma


Sermão de Santo Antônio de Pádua, Presbítero e Doutor, sobre as tentações do Senhor para o I Domingo da Quaresma. Extraído de: Sermões Dominicais e Festivos, 1º Domingo de Quaresma, pp. 81-84. Tradução de Frei Geraldo Monteiro, OFM Conv:
O tentador aproximou-se de Jesus e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4,3). O diabo em circunstâncias semelhantes procede de maneira semelhante. Com a mesma tática com que tentou Adão no paraíso terrestre, tentou também a Cristo no deserto e continua tentando qualquer cristão neste mundo. Tentou o primeiro Adão pela gula, pela vanglória e pela avareza e, tentando-o, venceu-o. Ao segundo Adão, isto é, Cristo, ele tentou de maneira semelhante, mas no foi vencido no seu intento porque quem ele tentava então não era somente um homem, mas era também Deus! Nós, que somos participantes de ambos, do homem segundo a carne e de Deus segundo o espírito, despojemo-nos do homem velho com suas obras que são a gula, a vanglória e a avareza e vistamo-nos do homem novo, renovados pela confissão, para frearmos, com o jejum, o desenfreado ardor da gula, para abatermos, com a humildade da confissão, a altura da vanglória, para pisarmos, com a contrição do coração, o denso lodo da avareza. “Bem aventurados, diz o Senhor, os pobres em espírito”, isto é, os que têm o espírito dolorido e o coração contrito, “porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3).

Procure ainda observar que, assim como o diabo tentou de gula o Senhor no deserto, de vanglória no templo, de avareza no cimo do monte, assim também faz conosco todos os dias: tenta-nos de gula no deserto do jejum, de vanglória no templo da oração e do ofício, de tantas formas de avareza no monte dos nossos cargos. Enquanto fazemos jejum, ele nos sugere a gula, com a qual pecamos em cinco maneiras, como diz o verso: “antes do tempo, abundantemente, demais, com voracidade e com delicadeza exagerada” (São Gregório). ANTES DO TEMPO, isto é, quando se come antes da hora; ABUNDANTEMENTE, quando se excita a gulosice da língua e se quer aumentar um apetite fraco com temperos, especiarias e toda espécie de comida; DEMAIS, quando se come mais comida do que o corpo necessita; pois dizem alguns gulosos: temos que fazer jejum, então vamos comer para suprir de uma só vez tanto o o almoço quanto a janta. Estes são como o bicho-da-seda que não sai da árvore em que está até não devorá-la completamente. O “bruco” (bicho-da-seda) é chamado assim porque é feito quase só de boca e simboliza muito bem os gulosos que são tudo, gula e barriga, e assaltam o prato como se fosse uma fortaleza e não o deixam se antes não o devoraram todo: ou se estoura a barriga ou se esvazia o prato! COM VORACIDADE quando o homem se joga sobre qualquer comida como se fosse assaltar uma fortaleza, abre os braços, estica as mãos, come com todo seu corpo; à mesa é como um cão que, na comida, não quer ter rivais. COM DELICADEZA EXAGERADA quando se procura só comidas deliciosas e preparadas com grande esmero.

Como se lê no primeiro livro dos Reis, sobre os filhos de Heli, que não queriam aceitar a carne cozida, mas só a crua, para poderem prepará-la com mais temperos e outras iguarias. Semelhantemente, o diabo nos tenta de vanglória no templo. Com efeito, enquanto estamos em oração, enquanto recitamos o ofício e estamos ocupados na pregação, somos assaltados pelo diabo com os dardos da vanglória e, infelizmente, muitas vezes feridos. Existem efetivamente alguns que, enquanto oram e dobram os joelhos e soltam suspiros, querem ser vistos. E há outros que, quando cantam em coro, modulam a voz, fazem falsetes e desejam ser ouvidos. Enfim, há também os que, quando pregam, elevam a voz como trovão, multiplicam as citações, interpretam-nas a seu modo, giram-se pra cá e pra lá e desejam ser louvados. Todos esses mercenários - acreditem-me - “já receberam sua recompensa” (Mt 6,2) e colocaram sua filha no prostíbulo. Diz Moisés no Levítico: “Não profanes a tua filha, fazendo-a prostituir-se” (19,29). Filha minha é a minha obra e eu a prostituo, quer dizer, a coloco no prostíbulo quando a vendo pelo dinheiro da vanglória. Por isso é que o Senhor nos aconselha: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá no segredo” (Mt 6,6). Tu, quando quiseres rezar ou fazer alguma coisa de bom - e é nisto que consiste o “orar sem cessar” - entra em teu quarto, isto é, no segredo do teu coração, e fecha a porta dos cinco sentidos para não desejar nem ser visto nem ser escutado nem ser louvado. Com efeito, diz Lucas (1,9) que Zacarias entrou no templo do Senhor na hora do incenso. No tempo da oração "que se eleva à presença do Senhor como o incenso" (Salmo 140,2). Tu deves entrar no templo do teu coração e orar ao teu Pai e “o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6,6). Além disso, do alto dos nossos encargos, da nossa passageira dignidade, somos tentados a cometer muitos pecados de avareza. Não existe só a avareza do dinheiro, mas também aquela do querer ser mais do que os outros. Os avarentos, mais têm mais desejam possuir.

Aqueles que ocupam altos postos, quanto mais sobem mais querem subir e assim acontece que caem com numa queda muito mais ruidosa, já que“os ventos sopram mais nos lugares altos” (Ovídio) e “aos ídolos é que são oferecidos sacrifícios nas alturas” (4 Reis 12,3). Diz Salomão a propósito:“O fogo não diz nunca: basta!” (Prov 30,16). O fogo, quer dizer, a avareza do dinheiro e das honrarias não diz nunca: basta!Mas o que é que diz então? “Mais, mais!” Senhor Jesus, tirai, tirai estes dois “mais, mais” dos prelados de vossa Igreja, que se pavoneiam no alto de suas dignidades eclesiásticas e gastam o vosso patrimônio, por Vós conquistado com os tapas, com as flagelações, com as cusparadas, com a cruz, com os cravos, com o vinagre, com o fel e a lança. Nós, portanto, que somos chamados cristãos por causa do nome de Cristo, imploramos todos juntos, com a devoção da alma e ao mesmo Jesus Cristo, e pedimos insistentemente que ele, do espírito de contrição, nos faça chegar ao deserto da confissão, a fim de que, nesta Quaresma, mereçamos receber o perdão de todas as nossas maldades e, renovados e purificados, nos tornemos dignos de gozar da alegria da sua santa Ressurreição e ser colocados na glória da felicidade eterna. No-lo conceda Aquele a quem se deve toda honra e toda glória por todos os séculos dos séculos. Amém.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sermão sobre a Quaresma


Sermão acerca da tentação de Nosso Senhor no deserto (S.Mateus 4,1-11)



Há muitas batalhas dentro de nós: a carne contra o espírito, o espírito contra a carne. Se, na luta, são os desejos da carne que prevalecem, o espírito será vergonhosamente rebaixado de sua dignidade própria e isto será uma grande infelicidade, de rei que deveria ser, torna-se escravo. Se, ao contrário, o espírito se submete ao seu Senhor, põe sua alegria naquilo que vem do céu, despreza os atrativos das volúpias terrestres e impede o pecado de reinar sobre o seu corpo mortal, a razão manterá o cetro que lhe é devido de pleno direito, nenhuma ilusão dos maus espíritos poderá derrubar seus muros; porque o homem só tem paz verdadeira e a verdadeira liberdade quando a carne é regida pelo espírito, seu juiz, e o espírito governado por Deus, seu mestre. É, sem dúvida, uma preparação que deve ser feita em todos os tempos: impedir, por uma vigilância constante, a aproximação dos espertíssimos inimigos. Mas é preciso aperfeiçoar essa vigilância com ainda mais cuidado, e organizá-la com maior zelo, nesta época do ano, quando nossos pérfidos inimigos redobram também a astúcia de suas manobras. Eles sabem muito bem que esses são os dias da santa Quaresma e que passamos a Quaresma castigando todas as molezas, apagando todas as negligências do passado; usam então de todo o poder de sua malícia para induzir em alguma impureza aqueles que querem celebrar a santa Páscoa do Senhor; mudar para ocasião de pecado o que deveria ser uma fonte de perdão.

Meus caros irmãos, entramos na Quaresma, isto é, em uma fidelidade maior ao serviço do Senhor. É como se entrássemos em um combate de santidade. Então preparemos nossas almas para o combate das tentações e saibamos que quanto mais zelosos formos por nossa salvação, mais violentamente seremos atacados por nossos adversários. Mas aquele que habita em nós é mais forte do que aquele que está contra nós. Nossa força vem d’Aquele em quem pomos nossa confiança. Pois se o Senhor se deixou tentar pelo tentador foi para que tivéssemos, com a força de seu socorro, o ensinamento de seu exemplo. Acabaste de ouvi-lo. Ele venceu seu adversário com as palavras da lei, não pelo poder de sua força: a honra devida a sua humanidade será maior, maior também a punição de seu adversário se Ele triunfa sobre o inimigo do gênero humano não como Deus, mas como homem. Assim, Ele combateu para que combatêssemos como Ele; Ele venceu para que também nós vencêssemos da mesma forma. Pois, meus caríssimos irmãos, não há atos de virtude sem a experiência das tentações, a fé sem a provação, o combate sem um inimigo, a vitória sem uma batalha. A vida se passa no meio das emboscadas, no meio dos combates. Se não quisermos ser surpreendidos, é preciso vigiar; se quisermos vencer, é preciso lutar. Eis porque Salomão, que era sábio, diz: Meu filho, quando entras para o serviço do Senhor, prepara a tua alma para a tentação (Eclo. 2,1). Cheio da sabedoria de Deus, sabia que não há fervor sem combate laborioso; prevendo o perigo desses combates, anunciou-os de antemão para que, advertidos dos ataques do tentador, estivéssemos preparados para aparar seus golpes.

Fonte: Site Permanência

Quaresma não é tempo de tristeza


Nesta Quarta-feira de Cinzas, o Papa Bento XVI celebrou a Missa da imposição das cinzas, na Basílica de Santa Sabina All’Aventino, em Roma. Após percorrer a tradicional procissão penitencial entre a Igrejas de Santo Anselmo e a Basílica de Santa Sabina, o Santo Padre iniciou a celebração que abre o tempo quaresmal em toda a Igreja.


Durante a homilia, o Papa falou que a Quaresma não é um tempo de tristeza, mas um dom precioso de Deus; é um tempo forte repleto de profundos significados no caminho da Igreja, no itinerário da Páscoa do Senhor.

“Hoje, ressoa para nós o apelo: ‘Retorneis a mim com todo o coração’. Hoje somos nós a sermos chamados a converter o nosso coração a Deus, conscientes sempre de não poder realizar a nossa conversão sozinhos, com as nossas próprias forças, porque Deus que nos converte”, enfatizou o Pontífice.

Ao meditar sobre a segunda leitura de hoje - em que diz “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Cor 5,20) - Bento XVI afirmou que este é o dinamismo do coração contrito, atraído e movido pela graça a responder ao amor misericordioso de Deus que nos chamou primeiro.

O Papa acrescentou ainda que Jesus não pede, neste tempo, um respeito formal a uma lei estranha ao homem, imposta por um legislador severo como um fardo pesado, mas convida a redescobrir as obras de piedade, vivendo-as em modo mais profundo, não por amor próprio, mas por amor a Deus, como meio de entrar no caminho de conversão a Ele.

“Esmola, oração e jejum: é o tratado da pedagogia divina que nos acompanha, não somente na Quaresma, em direção ao encontro com o Senhor ressucitado, mas algo que nos leva a percorrer sem ostentação, na certeza que o Pai celeste sabe ler e ver também o segredo do nosso coração”, explicou também o Santo Padre, ao definir e convidar os cristãos a exercitarem estas práticas de caridade.

Bento XVI encerrou a homilia fazendo um apelo para que todos os fiéis vivam com mais empenho a conversão, intensifiquem a escuta da Palavra de Deus, a oração e a penitência, abrindo, assim, o coração para que seja dócil à acolhida da vontade divina.


Fonte: Canção Nova

domingo, 6 de março de 2011

Reflexões sobre a Sagrada Comunhão

De que devemos primeiramente considerar a imensidade desse mistério: É admirável a obra de Deus na Criação e de como Ele maravilhosamente fez a Criação toda retamente ordenada, como uma bela rosácea de uma Catedral. Mas no mistério da Sagrada Eucaristia, Deus fez algo mais excelso do que todas as obras da Criação, Deus fez com que a substância de pão e de vinho se transformasse em Si mesmo! Os hebreus comiam da carne de seus animais oferecidos a Deus, mas nós... nós comemos da carne do próprio Deus que se oferece a Si próprio por nós! Na Sagrada Comunhão, tornam-se mais intensas aquelas palavras de São Paulo sobre a recapitulação de todas as coisas em Cristo posto que nós nos unimos a Cristo e com Ele nos oferecemos ao Pai, de forma que em Cristo, Deus e Homem verdadeiro, tudo convirja para Deus. Considerai que Jesus Cristo, que é Deus infinitamente feliz e perfeito no Céu quis fazer se nós Sua Morada. Jesus quer assentar-se como rei em nossos corações tal como senta-se no Trono Celeste sobre os Querubins. Considerai que sob o véu do pão e do vinho, recebemos o mesmo Cristo nascido da Virgem Maria em Belém, padecido na Cruz, ressuscitado e que assentou-se glorioso à destra do Pai. Aquele que os profetas ardentemente e ansiosamente desejaram nós o agora o recebemos, fazendo de nosso corpo e nossa alma um Templo Sagrado, um Palácio, um Paraíso para o Rei de imensa e tremenda majestade! Não há no mundo graça mais excelsa! Com razão disse o Angélico Doutor que se compreendêssemos verdadeiramente esse insondável mistério, morreríamos de amor.

De como devemos proceder na Sagrada Comunhão: Considerando, pois a imensidade desse santo dom, que é o próprio Senhor dos Senhores que vive e reina por toda a eternidade, quem ousaria aproximar-se da Sagrada Mesa sem antes examinar sua consciência? Se comermos da carne do Senhor e bebermos de Seu sangue sem distinguir, ou seja, sem reconhecermos a grandeza do Senhor que recebemos, estaríamos comendo e bebendo nossa própria condenação, dado que estaríamos cometendo um sacrilégio. Se tivermos, portanto algum pecado grave na consciência devemos primeiramente buscar o perdão de Deus no sacramento da confissão para que possamos receber o Senhor glorioso em Corpo, Sangue, Alma e Divindade como Rei e Senhor de nossa alma, nossa mente e nosso coração. Procedamos também com reverência, lembrando o conselho de Santo Agostinho “que ninguém coma dessa carne sem antes ter adorado”. Não façais como muitos que recebem este Admirável Sacramento com a mesma indiferença que receberiam em sua mão uma mera bolacha ou uma moeda! Recebei-O com reverência profunda interna e externa, sabendo que vais conter em ti Aquele que o Universo inteiro não pode conter! De preferência recebei o Cristo Eucarístico de joelhos e deixai que o sacerdote mesmo o coloque em tua boca. Reconhece-te pequeno diante do Senhor, deixai-te alimentar qual uma criança, pois se não te fizerdes criança não poderás entrar no Reino de Deus! Comunga sempre como se fosse a última comunhão de tua vida, e tratai ao Senhor com a mesma adoração e reverência que o faria se o visse vindo em Sua glória sobre as nuvens do Céu, escoltado pelas milícias celestes. Toda vez que o Senhor se faz presente sob as espécies eucarísticas Ele em certa medida antecipa a sua Parousia e a realização plena de Seu Reino sem fim. Por fim, paguemos amor com amor, recebendo com muito amor Aquele que nos amou primeiro e, amando-nos, amou-nos até o fim.

Do que devemos dizer ao Senhor quando estivermos unidos a Ele: Quando estivermos unidos a Cristo, devemos dizer que desejaríamos poder corresponder ao seu amor. Ofereçamo-nos também ao Pai Celeste juntamente com Jesus eucarístico pela salvação e redenção de todos os homens. Peçamos ao Senhor como São Boaventura para que Ele fira o nosso coração com o salutar dardo de sua abrasada Caridade! Digamos-Lhe que cremos de coração e confessamos com a língua que Ele está real e substancialmente presente neste admirável Sacramento tal como está glorioso reinando nos Céus! E assim, renovemos nossa Fé, Esperança e Caridade nEle e Lhe roguemos para que Ele aumente nossa Fé, nossa Esperança e nossa Caridade, reconhecendo-nos totalmente dependentes de necessitados dEle. Ofereçamos também a Hóstia Divina como desagravo pelos pecados nossos e dos demais homens, principalmente pelos pecados cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Jesus. Roguemos a Jesus, manso e humilde de coração, que faça nosso coração semelhante ao Seu. Peçamos primeiramente pelas necessidades da Santa Igreja, em especial do Papa, do Bispo de nossa diocese, de nosso pároco... peçamos depois a conversão dos que estão afastados da Igreja e de todos nós, pecadores. Depois peçamos pelas almas do purgatório. Por fim, peçamos por nossa pátria e pelas necessidades materiais e espirituais de todos os homens (nesse caso, podemos nomear em especial algumas pessoas queridas ou que sabemos muito necessitadas). Depois, façamos uma profunda ação de graças. Rendamos graças primeiramente por termos podido assistir ao Santo Sacrifício da Missa. Depois rendamos graças pela Comunhão e peçamos que ela seja para nós remédio para nossas enfermidades e sustento para nossa vida. Depois rendamos graças a Deus por todos os benefícios que concede a nós e a todas as pessoas (podemos nesse momento também nomear em especial algumas graças... o alívio de uma necessidade, a solução de um problema, as amizades confortantes e edificantes, as oportunidades de boas leituras ou boas conversas que tivemos, os momentos de oração...). Depois finalmente, rendamos Glória a Deus, unidos intimamente a Jesus, podendo recitar mentalmente o final do hino do Glória tu solus Sanctus tu solus Dominus tu solus Altissimus Iesu Christe cum Sancto Spirito in Gloria Dei Patris. Amen.

Das Graças que recebemos na Sagrada Comunhão: Quanto mais comunhões fizermos com devoção, mais graças poderemos receber. A comunhão freqüente é muito útil e salutar para o fortalecimento das virtudes, o domínio dos vícios e a constância na vida espiritual. Se porventura não pudermos comungar quotidianamente, nos dias em que estivermos afastados da comunhão eucarística, façamos um ato de comunhão espiritual, dizendo mentalmente a Jesus o quanto o amamos e o desejamos unirmo-nos a Ele e expressando-Lhe o desejo de recebê-lo com a mesma pureza, humildade e devoção com que o recebeu a Santíssima Virgem Maria, com o espírito e o fervor dos santos. Busquemos comungar quanto mais dias forem possíveis, para que o Pão Vivo descido do Céu seja cada vez mais o nosso “pão nosso de cada dia”.