terça-feira, 23 de novembro de 2010

Papa aos novos Cardeais



                                                             Dom Damasceno recebe Barrete Cardinalício

"O critério da grandeza e da primazia de Deus não é o domínio, mas o serviço” – disse o Santo Padre, neste ultimo sábado dia 20 de novembro de 2010, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante o Consistório Ordinário Público onde foram criados 24 novos cardeais, entre eles o Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis. O Papa ressaltou que a partir de hoje os novos cardeais “começam a fazer parte daquele coetus peculiaris, que presta ao Sucessor de Pedro uma colaboração mais imediata e assídua, ajudando-o no exercício de seu ministério universal”. “O vínculo de especial comunhão e afeto, que une estes novos cardeais ao Papa, os torna singulares e preciosos cooperadores do supremo mandato confiado por Cristo a Pedro, de apascentar suas ovelhas, a fim de reunir os povos com a solicitude da caridade de Cristo. É exatamente deste amor que nasce a Igreja, chamada a viver e a caminhar segundo o mandamento do Senhor, no qual se resumem toda a Lei e os Profetas” – frisou Bento XVI. O Santo Padre ressaltou que “a diaconia é a lei fundamental do discípulo e da comunidade cristã, e nos deixa entrever alguma coisa sobre a Senhoria de Deus. Jesus indica também o ponto de referência: o Filho do Homem, que veio para servir, sintetiza a sua missão na categoria de serviço, entendida não no sentido genérico, mas no concreto da Cruz, do dom total da vida como resgate, como redenção para muitos, e o indica como condição para a seqüela”. O Papa sublinhou que esta é uma “mensagem que vale para os apóstolos, vale para toda a Igreja, vale, sobretudo, para aqueles que possuem a tarefa de guiar o Povo de Deus. Não é a lógica do domínio, do poder segundo os critérios humanos, mas a lógica do inclinar-se para lavar os pés, a lógica do serviço, a lógica da Cruz que está na base de todo exercício da autoridade”. Bento XVI frisou que Igreja, em todas as épocas, deve “conformar-se a esta lógica e testemunhá-la a fim de fazer transparecer a verdadeira Senhoria de Deus, que é a do amor”. O Papa concluiu, afirmando a missão confiada aos novos cardeais “requer um desejo sempre maior de assumir o estilo do Filho de Deus, que veio a nós como aquele que serve. Trata-se de segui-lo em sua doação de amor humilde e total à Igreja sua esposa, sobre a Cruz: é sobre aquele lenho que o grão de trigo, deixado cair pelo Pai no campo do mundo, morre para se tornar fruto maduro”.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Padre Rufus ensina ora pela libertação

Padre Rufus é sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. É doutorado em Teologia Bíblica. 

Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele é também editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. É professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios. 

É também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.

Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atua pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova. 

Padre Rufus também é diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. Foi recentemente integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.



Como orar pela libertação


O que precisamos fazer na oração de libertação? Precisamos de algo sistemático. Você não pode rezar de qualquer maneira. Jesus ensina como rezar no Evangelho de São Lucas 11,5 “Pedi e recebereis”. Peça uma vez e receberás. Deus não é surdo e Ele nos ama. A oração sempre é respondida porque Deus é nosso Papai.

Como devemos rezar por libertação?

Primeiro é preciso saber quais as áreas que estão sobre ataque do demônio. E a primeira área de nossa vida que pode estar sobre ataque do demônio é nossa vontade, pois ela é o maior presente de Deus para nós, Ele respeita nossa liberdade que deve ser usada para o bem e não para nós mesmos e nem para o inimigo.
Qual foi a oração de Jesus quando o demônio estava tentando-o para não caminhar para a crucifixão? “Não seja feita a minha vontade, mas a vontade do Pai.” Quando Jesus nos ensinou a rezar o que Ele disse?“Pai, seja feita a Sua vontade aqui na terra como no céu”. O inimigo quer atacar a vontade, é o que chamamos de atos compulsivos de pecados: drogas, sexo, abuso de crianças... Precisamos rezar como Maria: “Senhor, seja feito a Sua vontade”.


O inimigo pode atacar as nossas mentes com o que chamamos de seitas. E uma vez que um jovem se encontra com essas seitas, é difícil retirá-los.
O inimigo pode atacar nossas emoções com medos, invejas, tendências suicidas. Que suas emoções não estejam abertas para que o inimigo entre em sua vida. Por exemplo, inveja entre amigos, ciúmes entre profissionais, e tudo mais, principalmente tendências suicidas, isso é trabalho de satanás.

O inimigo pode também atacar nosso corpo. A maioria dos casos que atendi aqui no Brasil principalmente nesses três dias, são casos em que as pessoas disseram que os médicos não puderam curar e nem sabem o que é a doença. O inimigo pode trazer doenças que não tem explicação humana, pessoas que tem dor no corpo inteiro.
Ele quer atacar nossas propriedades, casas, veículos, quarto. Ele ataca principalmente os que são as lideranças do nosso país e na Igreja. Quer atacar o Papa, bispos, padres. O demônio quer atacar os relacionamentos matrimoniais, relacionamentos de família, pais e filhos, e entre irmãos.

Tudo isso é muito importante saber, temos que ser específicos. Eu preciso saber a fonte da
quele ataque, e a primeira fonte é a árvore genealógica. Talvez alguns de meus ancestrais foram envolvidos com práticas ocultas, por isso a Igreja nos leva a rezar em cada Missa por aqueles que morreram. 

                                                                                                                                                                                       ( Padre Rufus)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Irmã Dulçe


Vida e Historia
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.
Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.


A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.
Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil.
O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra.

Reconhecido o Milagre de Irmã Dulçe
Até o início do Tempo do Advento, o Brasil deve oferecer mais um exemplo de vida santa ao mundo. O processo de beatificação da Irmã Dulce passa agora para a análise do Papa Bento XVI.

Na  terça-feira, 26 de outubro 2010, o Arcebispo de São Salvador da Bahia, Dom Geraldo Majella Agnelo, foi informado pelo Vaticano que os cardeais foram unânimes em reconhecer o milagre atribuído a intercessão de Irmã Dulce.
Conhecida como o “anjo bom da Bahia”, Irmã Dulce era um exemplo de vida cristã. Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heróicas e ela foi declarada venerável pelo Vaticano. Em junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.

Dom Geraldo explica que primeiramente a graça obtida pela intercessão da Irmã Dulce em 2003 foi examinada no Brasil, e reconhecida pelos peritos médicos com um caso que não pode ser explicado pelos meios da ciência.
O caso de um possível milagre foi encaminhado então para a Congregação para as Causas dos Santos. “Os peritos examinaram detidamente e reconheceram por unanimidade que se tratava de um caso extraordinário de cura”, esclarece o arcebispo. O resultado da perícia foi passado aos cardeais de Roma que também foram unânimes em reconhecer o caso como um verdadeiro milagre. “Agora o que falta é o decreto do Santo Padre para que ela seja beatificada”, elucida Dom Geraldo.

Logo após saber das novidades do processo de beatificação da religiosa, o Arcebispo de São Salvador da Bahia concedeu uma coletiva de imprensa e notificou os fiéis. “Não há duvida que toda Bahia conhece Irmã Dulce. Imediatamente ouve a reação do povo que correu para a igreja e seu túmulo”, conta o arcebispo.
Foram notificadas muitas graças obtidas às obras da Irmã e que agora estão sendo examinadas para serem encaminhadas para o processo de canonização.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Viaje a Aparecida

Nos dias 28 a 31 de outubro estive em Aparecida-SP, visitando o Santuário Nacional de nossa Senhora Aparecida, foram dias Abençoados de muita Oração e emoções.
Santuário Nacional


Capela do Batismo
Capela do batismo

     




Capela de São Jose

Matriz Basílica 


Capela d Santíssimo

Altar de matriz Basilica

Vidrais 
Vidrais

Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós